sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sobre fantasmas num jardim


Estendeu os braços e foi o suficiente para que a alma
se soltasse do corpo,
como uma casca que se desprende da ferida
e deixa a marca no lugar,
pálida e frágil, jamais triste,
pois quando é chegada a hora de partir
de certo que é hora
de recomeçar.

3 comentários:

  1. Scheila, ave rara, mais um ofertado no jardim, que delícia em torná-lo postagem. Mulher, que ligação o universo letrativo causa em seres, constrange meu íntimo.

    Perfeito o capturar.

    Abraços,

    Priscila Cáliga

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  2. Maravilhoso verso/poema.
    "Quando chegada a hora da partida, decerto que é hora de recomeçar."
    Brilhante!

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